
Nessa época comecei a estudar marketing digital.
Passava horas no YouTube ouvindo pessoas que tinham resultado na internet.
Se eu tivesse começado naquela época, talvez hoje estaria em outro nível.
Mas a verdade é que eu não tive coragem de começar.
Eu apenas ouvia, estudava… e não agia.
Naquele tempo eu tinha um sonho simples:
trabalhar sentado.
Eu não me importava qual seria o emprego ou o que eu faria.
Eu só queria trabalhar sentado.
“Por que sentado, Kaio?”
Porque eu nasci e cresci na roça.
E desde muito novo, os únicos trabalhos que eu conhecia eram trabalhos braçais.
Comecei cedo.
Não lembro exatamente a idade, mas devia ter entre 12 e 14 anos.
Comecei a trabalhar com meu pai.
Meu pai era jardineiro e cuidava da sede de uma fazenda.
O trabalho dele era manter tudo organizado ali.
Depois da escola, ele me levava para ajudar.
Nessa época eu rastelava, limpava chiqueiro — um trabalho que eu odiava —
mas eu sabia que precisava ajudar meu pai.
Foi ali que nasceu esse sonho de um dia trabalhar sentado.
Mas enquanto esse sonho existia na minha cabeça, a realidade era outra.
Continuei trabalhando com meu pai e fazendo vários serviços pesados:
• Rastelar
• Limpar chiqueiro
• Catar madeira nas fazendas para fazer carvão
• Ensacar carvão
• Trabalhar como servente
• Plantar capim debaixo de chuva
E em todos esses trabalhos eu pensava a mesma coisa:
“Um dia eu vou sair dessa.
Um dia eu vou trabalhar sentado.”
Um dia meu pai falou algo que eu nunca esqueci:
“Kaio, você não é pra isso.
Quando tiver idade, vou te mandar para Brasília servir o Exército.”
Meu pai não teve oportunidade de fazer isso.
Eu perdi ele logo depois.
Mas mesmo assim, eu decidi seguir o caminho que ele tinha sugerido.
Vim para Brasília servir o Exército.
Servi e pedi baixa no primeiro ano.
Pra mim aquilo era uma vida de cachorro.
O que a gente vê na televisão é pura ilusão.
Mas isso é uma história para outro momento.
Depois que saí do Exército, voltei para o que eu já conhecia:
trabalho braçal.
Foi nessa época que tirei uma foto trabalhando com manutenção.
Mais uma vez… serviço pesado.
Mas ali eu tomei uma decisão:
eu precisava mudar minha história.
Comecei a estudar.
Entrei na faculdade de Administração, porque achava que isso me levaria a um trabalho sentado.
Mas não durei dois anos.
Troquei para TI (Sistemas da Informação).
Fiquei pouco mais de um ano…
e precisei parar porque não tinha dinheiro para continuar pagando a faculdade.
Então voltei novamente para o serviço braçal.
Nessa época o ano já era 2018.
Quatro anos tinham se passado…
mas o sonho do digital ainda estava vivo dentro de mim.
Comecei a trabalhar em serviços mais leves.
Tentei a vida como corretor de imóveis.
Foi ali que abri meu CNPJ, que tenho até hoje.
Mas desisti alguns meses depois.
Depois fui trabalhar como vendedor de roupas em uma loja de shopping.
Foi ali que algo mudou.
Como eu trabalhava em uma loja frequentada por pessoas de alto padrão, percebi que eu falava muito errado.
Então comecei a ler.
Queria melhorar meu português e minha comunicação.
Comecei lendo livros de vendas.
Até que um dia escolhi um livro pela capa:
“Trabalhe 4 horas por semana.”

Essa capa chamou minha atenção.
Quando comecei a ler aquele livro…
acendeu novamente a chama do digital dentro de mim.
Agora eu estava decidido.
Era setembro de 2018.
Naquela época eu também estava lendo A Bíblia de Vendas.
Comecei a me destacar na loja.
Batia metas de vendas constantemente.
Minha gerente queria me colocar como trainer, para depois virar gerente.
Mas tinha um problema.
Eu odiava trabalhar de domingo a domingo.
Aquilo ia totalmente contra o que eu estava aprendendo no livro Trabalhe 4 horas por semana.
Então eu tomei uma decisão.
Pedi conta.
Fiz um acordo com minha gerente.
E falei para ela:
“Eu vou viver do digital.”
Peguei meu acerto, comprei alguns cursos
e passei 6 meses estudando enquanto recebia seguro-desemprego.
Comecei a fazer minhas primeiras vendas na internet.
Mas quando o seguro-desemprego acabou…
minha renda no digital ainda não era suficiente para viver.
Nessa época eu já era casado.
As contas começaram a apertar.
Minha esposa precisou me ajudar a pagar as contas.
Então voltei a trabalhar em outra loja de roupas.
Mas não aguentei 3 meses.
Eu não suportava mais a vida de CLT.
Então falei para minha esposa:
“Eu vou sair do emprego e tentar viver do digital.”
Ela segurou a casa.
Porque minhas vendas não davam nem para pagar o custo do tráfego.
Foi ali que comecei a vender usando tráfego pago, lá em 2019.
Passei quase um ano tentando fazer acontecer.
Até que comecei a prestar serviços com o conhecimento que eu tinha adquirido.
Foi assim que consegui meu primeiro cliente.
Uma escola de cursos no Rio de Janeiro.
E esse cliente está comigo até hoje na gestão de tráfego.
De lá pra cá, comecei a viver do digital.
Consegui tirar minha esposa do CLT.
Ela começou a trabalhar comigo.
Depois trouxe meu irmão para trabalhar comigo também.
Hoje todos nós vivemos do digital.
Tudo isso por causa de um sonho que eu não desisti.
Então a reflexão que eu quero que você tire dessa história é simples:
Pode demorar para você realizar seus sonhos.
Mas se você não desistir, aquilo que parecia impossível começa a se tornar realidade.
Seus amigos vão duvidar.
Sua família pode duvidar.
Mas saiba de uma coisa:
não desista.
Muitas pessoas que não acreditavam em mim…
que até me zoavam…
Hoje me pedem dicas.
Alguns até viraram clientes e colaboradores.
Então não desista dos seus sonhos.
E também não vire as costas para quem duvidou de você.
Deixe as pessoas duvidarem.
Se você não desistir, seus resultados vão falar por você.
E quando eles aparecerem, você vai provar que é possível mudar a própria realidade…
e até a realidade de quem não acreditava em você.
